O Fim
Arrancaram-te um pedaço; oh, sim, foi um grande pedaço.
Aquele profano, cruel pedaço, o qual ora te amava, ora te odiava; ora te fazia bem, ora te fazia mal. Mas ele te fará falta.
Ninguém perde um pedaço sem sentir dor, sem gritar, sem chorar. Porque é uma parte de ti, um pouco de tua própria essência, um pedaço do teu sentimento.
Porém, como tudo nessa curta vida, passa.
Passa, porque tudo o que é bom dura pouco.
E depois do bom vem o melhor.
E a saudade se esvai; com ela, vão-se os sentimentos, e ficam as memórias perdidas.

Por Laís Dias (crystal-maiden)

O Fim

Arrancaram-te um pedaço; oh, sim, foi um grande pedaço.

Aquele profano, cruel pedaço, o qual ora te amava, ora te odiava; ora te fazia bem, ora te fazia mal. Mas ele te fará falta.

Ninguém perde um pedaço sem sentir dor, sem gritar, sem chorar. Porque é uma parte de ti, um pouco de tua própria essência, um pedaço do teu sentimento.

Porém, como tudo nessa curta vida, passa.

Passa, porque tudo o que é bom dura pouco.

E depois do bom vem o melhor.

E a saudade se esvai; com ela, vão-se os sentimentos, e ficam as memórias perdidas.

Por Laís Dias (crystal-maiden)



A Guerra
Era demasiado doloroso, um bem malditamente necessário para aqueles convictos em seus princípios, e estritamente impossível de ser negado. Alianças caíam, caíam, rolavam. Barulhos ensurdecedores, e a dor.
Dor do abandono, dor do desespero, dor no coração.
Suor. Sangue. Lágrimas. Gritos. Dor.
Dor.
E ela se faz presente: abre os braços para a morte, aquela penetra e convidada de honra da mesma maneira ao mesmo tempo.
O campo. A vitória. A perda. A derrota.
E o que fazia sentido, nunca mais fará. E o que antes não fazia, não terá sua chance. Assim como a vida.
E a morte.

Por Laís Dias (crystal-maiden)

A Guerra

Era demasiado doloroso, um bem malditamente necessário para aqueles convictos em seus princípios, e estritamente impossível de ser negado. Alianças caíam, caíam, rolavam. Barulhos ensurdecedores, e a dor.

Dor do abandono, dor do desespero, dor no coração.

Suor. Sangue. Lágrimas. Gritos. Dor.

Dor.

E ela se faz presente: abre os braços para a morte, aquela penetra e convidada de honra da mesma maneira ao mesmo tempo.

O campo. A vitória. A perda. A derrota.

E o que fazia sentido, nunca mais fará. E o que antes não fazia, não terá sua chance. Assim como a vida.

E a morte.

Por Laís Dias (crystal-maiden)



Aquilo rasgava seu peito, estuporava seus neurônios e acabava com sua sobriedade. Era demais, não poderia continuar assim. E, no entanto, faltava-lhe o principal, a surpresa da festa, o todo do nada.
Covarde.
Chorar não daria certo, porque a ignorância ainda existia. O nada não lhe satisfazia. O medo continuava lá.
Medrosa.
Precisava falar. Precisava expor o que sentia, ou simples e precisamente cederia ao desespero, à tristeza e à dor. O medo era indecomponível. O medo continuava lá.
Idiota.
O sentimento era errado; era sua culpa. Sua total e irrevogável culpa, e ainda queria que fosse suficiente.
Ingênua.

Por Laís Dias (crystal-maiden)
Aquilo rasgava seu peito, estuporava seus neurônios e acabava com sua sobriedade. Era demais, não poderia continuar assim. E, no entanto, faltava-lhe o principal, a surpresa da festa, o todo do nada.

Covarde.

Chorar não daria certo, porque a ignorância ainda existia. O nada não lhe satisfazia. O medo continuava lá.

Medrosa.

Precisava falar. Precisava expor o que sentia, ou simples e precisamente cederia ao desespero, à tristeza e à dor. O medo era indecomponível. O medo continuava lá.

Idiota.

O sentimento era errado; era sua culpa. Sua total e irrevogável culpa, e ainda queria que fosse suficiente.

Ingênua.

Por Laís Dias (crystal-maiden)



 

Desencosta esse queixo da tua mão.
Veste uma roupa antiga, aquela que te traz tantas lembranças.
Afasta essa sombra do teu rosto belo e único.
Bota um sorriso sincero nesses teus lábios deliciosos.
Anda alegre por caminhos desconhecidos até teus pés doerem.
Sente a chuva escorrer por teus ombros desnudos, e agradece por apreciar essa paisagem divina, digna de uma fotografia.
Repete tudo, incansavelmente, até dar-te conta de que és linda, amada e imperfeita, como todas as criaturas dessa Terra, e que teu coração partido merece um remendo que vá além da tua alma destemida.

Laís Dias (crystal-maiden)

 

Desencosta esse queixo da tua mão.

Veste uma roupa antiga, aquela que te traz tantas lembranças.

Afasta essa sombra do teu rosto belo e único.

Bota um sorriso sincero nesses teus lábios deliciosos.

Anda alegre por caminhos desconhecidos até teus pés doerem.

Sente a chuva escorrer por teus ombros desnudos, e agradece por apreciar essa paisagem divina, digna de uma fotografia.

Repete tudo, incansavelmente, até dar-te conta de que és linda, amada e imperfeita, como todas as criaturas dessa Terra, e que teu coração partido merece um remendo que vá além da tua alma destemida.

Laís Dias (crystal-maiden)




Solidão

Ela vivia sorridente. Ajudava os amigos, deleitava-se ao vê-los contentes. Mas tudo ruiu quando ela se viu no espelho.
Não tinha tempo para sua própria felicidade. Não vivia para si mesma. Dentro dela só havia cinzas, escombros, desordem e lágrimas. Virava as costas para seus desejos, considerando-se arrogante. O descaso era seu melhor amigo.
Vazio, escuridão, a sensação de que a vida acontecia ao seu redor; antes confortáveis em seu interior, agora a sufocavam e faziam-na pensar em coisas desagradáveis justapostas, como frio e solidão, ou eternidade e ódio.
Deixando tudo para depois, ela não sentia, não via, não vivia.

- Laís Dias (crystal-maiden)

Solidão

Ela vivia sorridente. Ajudava os amigos, deleitava-se ao vê-los contentes. Mas tudo ruiu quando ela se viu no espelho.

Não tinha tempo para sua própria felicidade. Não vivia para si mesma. Dentro dela só havia cinzas, escombros, desordem e lágrimas. Virava as costas para seus desejos, considerando-se arrogante. O descaso era seu melhor amigo.

Vazio, escuridão, a sensação de que a vida acontecia ao seu redor; antes confortáveis em seu interior, agora a sufocavam e faziam-na pensar em coisas desagradáveis justapostas, como frio e solidão, ou eternidade e ódio.

Deixando tudo para depois, ela não sentia, não via, não vivia.

- Laís Dias (crystal-maiden)



Sonho ou Realidade?


Ela chegara no baile de formatura com a pessoa errada. Ninguém acreditava naquilo, mas ela ainda achava que estava certa. Ela estava de mãos dadas com Michel, e ele sorria elegantemente para ela. Os outros meninos zombavam dela, mas ela não o convidara por sentir pena por ele ser um nerd. Na verdade, ela via em Michel um carinho e uma bondade que ninguém reconheceria se não conversasse com ele como ela conversava.Eles entraram no salão. Ela estava elegante, com um vestido rosado de rendas pretas, e um incrível salto alto, o qual ainda a deixava mais baixa que seu acompanhante. E então ela o viu.Ele estava com aquela vaca, aquela desgraçada, que arruinara sua amizade com ele, aquela cretina que fizera seu auto-estima ir para baixo do chão, chegando nos confins do núcleo do planeta. Ela. Michele. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela teve que se conformar, afinal, era Michele quem estava comele, e ela estava com Michel. Fim de papo.A formatura deu início.Todos dançaram valsa com sua família.Depois foi a vez dos acompanhantes.- Você não queria estar aqui comigo… Posso ver em seus olhos. - Michel comentou enquanto apertava sua cintura. Ela deu uma risada sem-graça.- Desculpe-me… Devo estar sendo uma péssima companhia hoje à noite.- Não se desculpe… Obrigado por estar aqui comigo. - Ele suspirou, olhando para os lados, e então seus olhos se focaram em uma pessoa. Ela ficou boquiaberta.- Gabriela? Sério? Eu bem que achei que vocês combinavam… - Ela riu, e ele apertou sua cintura mais uma vez. Aquela era a brincadeira que os deixara íntimos, e nunca seria esquecida.- Mas… Ela tem um namorado. - Ele sorriu triste, e então me olhou de novo. - Você devia falar com ele.Ela corou.- Ele já tem companhia - ela disse firme, mas seus olhos se encheram de lágrimas novamente. - Então não fique aqui parada, faça alguma coisa! - Michel insistiu, limpando uma das lágrimas que escapara.- Tem razão. Obrigada, Mike - ela disse, arrancando uma risada do garoto e dando-lhe um beijo na bochecha.Ela atravessou o salão na direção dele. Mas, ao chegar num ponto em que o via com Michele, ela viu. Ela enxergou.Michele investia contra ele, na intenção de beijá-lo.Ela virou-se, enojada, e foi em direção ao bar. Pediu uma dose de vodka. Ela nunca bebera sem a concessão dos pais. Aquela seria sua primeira vez.- Foda-se - ela murmurou, enquanto direcionava o copo à boca. Mas, quando ela encostou os lábios na bebida, uma mão grande impediu-a de beber. Ela recusou-se a olhar a pessoa, porque reconheceriaaquela mão calejada em qualquer lugar.- Não faça isso. - ele sussurrou em seu ouvido, arrepiando-a toda.- Por quê? Por que não? - ela gritou, afastando o copo dele e tentando ingerir a vodka, mas sendo impedida novamente.Ela acreditava que, enquanto não olhasse em seus olhos, ela poderia fazer o que bem quisesse. Porque aqueles olhos, aqueles olhos claros, cor-de-mel do paraíso, fariam-na obedecê-los, e então tudo iria para o ralo. - Volte para sua acompanhante, ela deve estar sentindo sua falta.Ela recusava-se a olhar para a boca dele. Aquela boca que provavelmente Michele já havia marcado por diversas vezes. - Não é você. Você não é assim. - ele disse, pegando o copo e o depositando na bancada do bar. Ela ainda não o olhara. - Olhe para mim. - ele sussurrou, mas ela apenas sacudiu a cabeça. Sua voz já a afetava. Seus olhos iriam fazer ela perder toda a compostura que reunira antes de sair de casa. - Caramba, por que está fazendo isso? - De repente ele gritara, puxando o queixo dela e obrigando-a a virar o rosto. Ela, teimosa como sempre, ainda desviava os olhos.- Me solta - ela murmurou, olhando para baixo. Não tinha forças ou a mínima vontade de afastar o toque dele.- Não. - ele disse alto, puxando uma das mãos dela com a mão livre. Colocou-a sobre o seu peito, e ela pôde sentir o ritmo descompassado de seu coração em sintonia com o dela. - Olhe para mim - ele pediu novamente, dessa vez com mais suavidade, assoprando seu hálito em seu rosto. E então a lembrança de Michele assolou-a completamente.Ela sacudiu a cabeça e pegou o copo, escapando de seus braços e saindo do salão. Ao chegar na varanda, olhou para a noite estrelada, pensou em como ela zombava da garota. Aquele era para ser o seu baile perfeito, a sua noite perfeita. Tudo saíra errado.Ela deu um gole na bebida. A vodka desceu, àcida, em sua garganta. Era bom. Ela bebeu novamente. Estava ficando mais calma.- Por Deus, por que faz isso comigo? - ele disse, arrancando o copo dela com força e jogando mata adentro. Ela então implorou para que a lua engolfasse-a e a tirasse dali o mais rápido possível. Tirando sua dor. -Por que VOCÊ faz isso comigo! - de repente ela estava gritando, e seus olhos nunca se encontravam. Ela encostou-se na parede e foi descendo devagar, sem se importar em estar dois metros abaixo dele. Porque era assim que ela se sentia.Ele agachou também, ficando à sua altura: uma coisa que ela não esperava. Virou o rosto para ele pela primeira vez. Seus olhos engolfaram-na, verde mesclado ao amarelo encarando o doce chocolate dela, e ela se perdeu. Perdeu a fala, a lucidez, a razão. Ela perdeu.- Eu gosto muito de você… Não faz assim. - ele sussurrou, colocando novamente uma mão em seu queixo.Seu perfume invadiu-a, e ela finalmente disse.- Eu gosto de você.Ele ficou estático, sua mão congelou. Ela esperou. Mas ela não previu. Não previu o que ele faria, e aquilo, com toda a certeza, deixou tudo melhor.Sua surpresa foi jogada pelos ares quando ele começou a se aproximar. Muito, muito devagar, elecolocou a mão livre em sua cintura. Ela ainda estava parada. Não conseguia se mover. Ele aproximou o rosto do dela, e fechou os olhos. Ela continuou parada. Seu cheiro já a deixava tonta. Ele tocou os lábios em sua bochecha. Ela suspirou. Ele escorregou o rosto e então os lábios se tocaram. Ele invadiu sua boca sem a menor permissão, mas ela não reclamou. Não impediu. Não esboçou reação alguma.Uma luz se acendera ao longe.- Acorde, filha… Vamos para a casa da sua avó. Vamos, levante! - A mãe interrompera o melhor sonho de sua vida. O sonho que ela daria tudo para que acontecesse. Gemeu e virou para o outro lado, recusando-se a mostrar as lágrimas para a mãe.



Por Laís Dias, numa realidade paralela. (righgirlwrongfeelings)

Sonho ou Realidade?

Ela chegara no baile de formatura com a pessoa errada. Ninguém acreditava naquilo, mas ela ainda achava que estava certa. Ela estava de mãos dadas com Michel, e ele sorria elegantemente para ela. Os outros meninos zombavam dela, mas ela não o convidara por sentir pena por ele ser um nerd. Na verdade, ela via em Michel um carinho e uma bondade que ninguém reconheceria se não conversasse com ele como ela conversava.
Eles entraram no salão. Ela estava elegante, com um vestido rosado de rendas pretas, e um incrível salto alto, o qual ainda a deixava mais baixa que seu acompanhante. E então ela o viu.
Ele estava com aquela vaca, aquela desgraçada, que arruinara sua amizade com ele, aquela cretina que fizera seu auto-estima ir para baixo do chão, chegando nos confins do núcleo do planeta. Ela. Michele. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela teve que se conformar, afinal, era Michele quem estava comele, e ela estava com Michel. Fim de papo.
A formatura deu início.
Todos dançaram valsa com sua família.
Depois foi a vez dos acompanhantes.
- Você não queria estar aqui comigo… Posso ver em seus olhos. - Michel comentou enquanto apertava sua cintura. Ela deu uma risada sem-graça.
- Desculpe-me… Devo estar sendo uma péssima companhia hoje à noite.
- Não se desculpe… Obrigado por estar aqui comigo. - Ele suspirou, olhando para os lados, e então seus olhos se focaram em uma pessoa. Ela ficou boquiaberta.
- Gabriela? Sério? Eu bem que achei que vocês combinavam… - Ela riu, e ele apertou sua cintura mais uma vez. Aquela era a brincadeira que os deixara íntimos, e nunca seria esquecida.
- Mas… Ela tem um namorado. - Ele sorriu triste, e então me olhou de novo. - Você devia falar com ele.
Ela corou.
- Ele já tem companhia - ela disse firme, mas seus olhos se encheram de lágrimas novamente.
- Então não fique aqui parada, faça alguma coisa! - Michel insistiu, limpando uma das lágrimas que escapara.
- Tem razão. Obrigada, Mike - ela disse, arrancando uma risada do garoto e dando-lhe um beijo na bochecha.
Ela atravessou o salão na direção dele. Mas, ao chegar num ponto em que o via com Michele, ela viu. Ela enxergou.
Michele investia contra ele, na intenção de beijá-lo.
Ela virou-se, enojada, e foi em direção ao bar. Pediu uma dose de vodka. Ela nunca bebera sem a concessão dos pais. Aquela seria sua primeira vez.
- Foda-se - ela murmurou, enquanto direcionava o copo à boca. Mas, quando ela encostou os lábios na bebida, uma mão grande impediu-a de beber. Ela recusou-se a olhar a pessoa, porque reconheceriaaquela mão calejada em qualquer lugar.
- Não faça isso. - ele sussurrou em seu ouvido, arrepiando-a toda.
- Por quê? Por que não? - ela gritou, afastando o copo dele e tentando ingerir a vodka, mas sendo impedida novamente.
Ela acreditava que, enquanto não olhasse em seus olhos, ela poderia fazer o que bem quisesse. Porque aqueles olhos, aqueles olhos claros, cor-de-mel do paraíso, fariam-na obedecê-los, e então tudo iria para o ralo. - Volte para sua acompanhante, ela deve estar sentindo sua falta.
Ela recusava-se a olhar para a boca dele. Aquela boca que provavelmente Michele já havia marcado por diversas vezes.
- Não é você. Você não é assim. - ele disse, pegando o copo e o depositando na bancada do bar. Ela ainda não o olhara. - Olhe para mim. - ele sussurrou, mas ela apenas sacudiu a cabeça. Sua voz já a afetava. Seus olhos iriam fazer ela perder toda a compostura que reunira antes de sair de casa. - Caramba, por que está fazendo isso? - De repente ele gritara, puxando o queixo dela e obrigando-a a virar o rosto. Ela, teimosa como sempre, ainda desviava os olhos.
- Me solta - ela murmurou, olhando para baixo. Não tinha forças ou a mínima vontade de afastar o toque dele.
- Não. - ele disse alto, puxando uma das mãos dela com a mão livre. Colocou-a sobre o seu peito, e ela pôde sentir o ritmo descompassado de seu coração em sintonia com o dela. - Olhe para mim - ele pediu novamente, dessa vez com mais suavidade, assoprando seu hálito em seu rosto. E então a lembrança de Michele assolou-a completamente.
Ela sacudiu a cabeça e pegou o copo, escapando de seus braços e saindo do salão. Ao chegar na varanda, olhou para a noite estrelada, pensou em como ela zombava da garota. Aquele era para ser o seu baile perfeito, a sua noite perfeita. Tudo saíra errado.
Ela deu um gole na bebida. A vodka desceu, àcida, em sua garganta. Era bom. Ela bebeu novamente. Estava ficando mais calma.
- Por Deus, por que faz isso comigo? - ele disse, arrancando o copo dela com força e jogando mata adentro. Ela então implorou para que a lua engolfasse-a e a tirasse dali o mais rápido possível. Tirando sua dor.
-Por que VOCÊ faz isso comigo! - de repente ela estava gritando, e seus olhos nunca se encontravam. Ela encostou-se na parede e foi descendo devagar, sem se importar em estar dois metros abaixo dele. Porque era assim que ela se sentia.
Ele agachou também, ficando à sua altura: uma coisa que ela não esperava. Virou o rosto para ele pela primeira vez. Seus olhos engolfaram-na, verde mesclado ao amarelo encarando o doce chocolate dela, e ela se perdeu. Perdeu a fala, a lucidez, a razão. Ela perdeu.
- Eu gosto muito de você… Não faz assim. - ele sussurrou, colocando novamente uma mão em seu queixo.
Seu perfume invadiu-a, e ela finalmente disse.
- Eu gosto de você.
Ele ficou estático, sua mão congelou. Ela esperou. Mas ela não previu. Não previu o que ele faria, e aquilo, com toda a certeza, deixou tudo melhor.
Sua surpresa foi jogada pelos ares quando ele começou a se aproximar. Muito, muito devagar, elecolocou a mão livre em sua cintura. Ela ainda estava parada. Não conseguia se mover. Ele aproximou o rosto do dela, e fechou os olhos. Ela continuou parada. Seu cheiro já a deixava tonta. Ele tocou os lábios em sua bochecha. Ela suspirou. Ele escorregou o rosto e então os lábios se tocaram. Ele invadiu sua boca sem a menor permissão, mas ela não reclamou. Não impediu. Não esboçou reação alguma.


Uma luz se acendera ao longe.
- Acorde, filha… Vamos para a casa da sua avó. Vamos, levante! - A mãe interrompera o melhor sonho de sua vida. O sonho que ela daria tudo para que acontecesse. Gemeu e virou para o outro lado, recusando-se a mostrar as lágrimas para a mãe.

Por Laís Dias, numa realidade paralela. (righgirlwrongfeelings)




Família. Palavra muito utilizada, não é? Sempre aparecendo por aí, numa conversa fiada, num bate-papo zoado. Afinal, o quê é a família?
Quando alguém diz essa palavra, eu apuro os ouvidos para ouvir o que vem a seguir. Na maioria das vezes, vem seguida de uma frase boba ou de uma sacanagem, quase nunca são palavras carinhosas e especiais.
Família está ali, mesmo que você não veja. Família te espera, família te cuida, família te guia, família te dá exemplos. Família te aconselha. Família te suporta, família te deixa seguro, família te faz feliz.
Família não te deixa na mão, família não te deixa sofrer, família não te julga. Família sabe o que você está passando, família sente quando você precisa, família nunca te abandona.
É por isso, minha prima, que eu amo você por cima de todas as hipóteses, por cima de todos os problemas, por cima de todas as barbaridades, por cima de toda a estupidez, por cima da palhaçada, por cima da vida, por cima de tudo. Porque você é minha família, e eu sou sua família, e eu sempre estarei aqui por você porque sei que você estará aí por mim.
Eu te amo, Jéssica Borges Dias, e nunca se esqueça disso.
Por Laís Dias (rightgirlwrongfeelings)

Família. Palavra muito utilizada, não é? Sempre aparecendo por aí, numa conversa fiada, num bate-papo zoado. Afinal, o quê é a família?

Quando alguém diz essa palavra, eu apuro os ouvidos para ouvir o que vem a seguir. Na maioria das vezes, vem seguida de uma frase boba ou de uma sacanagem, quase nunca são palavras carinhosas e especiais.

Família está ali, mesmo que você não veja. Família te espera, família te cuida, família te guia, família te dá exemplos. Família te aconselha. Família te suporta, família te deixa seguro, família te faz feliz.

Família não te deixa na mão, família não te deixa sofrer, família não te julga. Família sabe o que você está passando, família sente quando você precisa, família nunca te abandona.

É por isso, minha prima, que eu amo você por cima de todas as hipótesespor cima de todos os problemas, por cima de todas as barbaridades, por cima de toda a estupidez, por cima da palhaçada, por cima da vida, por cima de tudo. Porque você é minha família, e eu sou sua família, e eu sempre estarei aqui por você porque sei que você estará aí por mim.

Eu te amo, Jéssica Borges Dias, e nunca se esqueça disso.

Por Laís Dias (rightgirlwrongfeelings)




Você não veio ao mundo para se completar. Você veio ao mundo para se descobrir.

Laa Dias (rightgirlwrongfeelings)

Você não veio ao mundo para se completar. Você veio ao mundo para se descobrir.

Laa Dias (rightgirlwrongfeelings)



Cansei de te esperar. Ensina-me a te esquecer?



Como são engraçados os sentimentos que nos assolam nos piores momentos… Primeiro, o choque; depois, a raiva. Logo em seguida, a decepção. Como mantê-las somente para você, sem deixar-se transparecer e entregar-se completamente ao exterior, sendo que você não tem a capacidade de controlá-las no interior?
O choque é compreensível; nós estamos sempre propensos a senti-lo, não importa qual o momento ou a ocasião. Ele não bate à sua porta e se apresenta: ele simplesmente se mostra.
A raiva é quase a pior, pois vem junto a um desespero tangível e dolorosamente impiedoso, fazendo com que não tenhamos a menor chance de combatê-la.
Mas o que é realmente ruim é, com certeza, a decepção. Porque, quando a sentimos, enxergamos que nada do que pensamos era verdade, e que é tarde demais para tentar salvar algo.

Laa Dias (rightgirlwrongfeelings)

Como são engraçados os sentimentos que nos assolam nos piores momentos… Primeiro, o choque; depois, a raiva. Logo em seguida, a decepção. Como mantê-las somente para você, sem deixar-se transparecer e entregar-se completamente ao exterior, sendo que você não tem a capacidade de controlá-las no interior?

O choque é compreensível; nós estamos sempre propensos a senti-lo, não importa qual o momento ou a ocasião. Ele não bate à sua porta e se apresenta: ele simplesmente se mostra.
A raiva é quase a pior, pois vem junto a um desespero tangível e dolorosamente impiedoso, fazendo com que não tenhamos a menor chance de combatê-la.
Mas o que é realmente ruim é, com certeza, a decepção. Porque, quando a sentimos, enxergamos que nada do que pensamos era verdade, e que é tarde demais para tentar salvar algo.

Laa Dias (rightgirlwrongfeelings)



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"Não posso esperar. Tenho tudo dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios." Caio Fernando Abreu

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